A crise sanitária no Brasil

É verdade! Em pleno século XXI, 45% do esgoto gerado no Brasil não recebe qualquer tipo de tratamento! Isto significa que, todos os dias, mais de 5 toneladas de dejetos são despejados em córregos e rios brasileiros, contaminando bacias hidrográficas, fontes, mananciais etc.

Um estudo recente, realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), aponta que, nos 5.570 municípios do país, 93,6 milhões de pessoas não são ainda atendidas por um serviço ideal de saneamento básico. Os números são assustadores: 3.889 cidades brasileiras removem apenas 30% da matéria orgânica de seus esgotos, sendo todo o excedente lançado na natureza, comprometendo - de forma direta - o abastecimento de água de suas populações; uma vez que os resíduos são direcionados diretamente para rios e córregos locais. Apenas 118 municípios da federação apresentam índices superiores a 80% de tratamento de seus efluentes, entre os quais se encontra a cidade de Indaiatuba, com 100% de seu esgoto urbano tratado a partir do ano de 2017.

Do outro lado da crise sanitária brasileira encontra-se 55% da população privilegiada pelo serviço, sendo 43% atendida pela coleta e direcionamento do esgoto para as estações apropriadas e 12% que se utiliza do método primário de tratamento por meio de uso de fossas sépticas. Este recurso, por sua vez, utilizado principalmente em áreas rurais e afastadas dos centros urbanos, não apresenta maiores riscos à saúde pública, sendo o resíduo final nos sumidouros mineralizado (transformado em sais minerais) pela ação de bactérias presentes no solo, as quais agem sobre a água absorvida pela terra durante o processo de percolação.

O lodo gerado na primeira etapa (decantação) do sistema de fossas sépticas é removido em determinados períodos, de acordo com o uso familiar, e transportado às estações por empresas especializadas no serviço de limpeza de fossa, devidamente licenciadas pelos órgãos governamentais competentes.

Referência bibliográfica: Agência Nacional de Águas - 25/09/2017



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